terça-feira, 1 de abril de 2014

A importância da escola e seu lugar na constituição humana



Cada um de nós traz dentro de si a representação do que é uma escola, por conta das experiências que vivenciamos neste universo.

É na escola que coisas da maior importância em nossas vidas acontecem. Inevitavelmente, ela deixa de ser apenas um campo de troca de conhecimentos e adentra uma esfera emocional, onde permeiam outros tipos de trocas, principalmente as afetivas.

Digo isso com referência às relações que nela se estabelecem, pois na escola acontecem às primeiras relações fora da família e, nesse processo que marca uma “segunda sociabilidade”, alguns conflitos por vezes emergem. Estes afloram, principalmente, quando a criança percebe que deixa de ser única e começa a se enxergar como parte de uma situação coletiva, a conviver entre iguais e diferentes.

A atenção exclusiva que antes era só dela passa a ser pulverizada em média com outros trinta alunos em sala de aula e se isso, por um lado, é decepcionante, também, por outro, contribui para o amadurecimento emocional da criança. Nesse sentido, o ambiente escolar deixa de ser mero espaço de aprendizagem formal e torna-se palco de frustrações, realizações, encontros, disputas, competitividade e dificuldades de relações interpessoais.

Pode-se afirmar que a escola é o segundo ambiente mais importante na vida social de um ser humano. É lá que, com a ajuda dos educadores e pais, que um sujeito vai se constituindo como ser pensante, questionador. A escola poderá conservar isso, despertando em seus alunos potenciais criativos, curiosidades, talentos ou poderá minimizar todas essas formas de expressão da subjetividade da criança.

Penso que a melhor forma de educar é levar o conhecimento de mãos dadas com o afeto, como me sugere o que vejo no cotidiano. As crianças conseguem ter um melhor rendimento quando são olhadas com carinho, respeito e sabem que alguém está se importando realmente com elas, seja em casa ou na escola.

Quando a criança expressa algum comportamento que a faz diferente de outros alunos, há nisso a expressão de que algo dentro dela precisa ser dividido: pode ser coisas boas ou não. Por vezes, trata-se de um pedido de ajuda, para que se acolha o que ela traz.

De certa forma, tentamos ajudar os professores nesse contexto, para que possam, na medida do possível, fazer uma leitura do que as crianças e adolescentes estão lhe trazendo. O educador é depositário transferencialmente de situações vivenciadas pelas crianças com seus pais. Muitas vezes, é no professor que as crianças depositam amor, raivas e angústias que estão vivendo no seio familiar e os professores e gestores acabam sendo receptores de algo que, à primeira vista, nada tem que ver com eles.

Por isso, a cada dia que passa as escolas também pedem ajuda, pois além do saber, há várias outras questões que lhes são demandadas, sejam por familiares, alunos e até mesmo pela sociedade.

As escolas pedem “socorro”, pois não estão deixando em suas portas só crianças em busca de conhecimentos. Sem que se faça um juízo de valor dessa situação, constata-se, atualmente, que alguns pais delegam à escola muitas outras funções: a de educar, transmitir valores, autoridade, respeito, limites e a mais difícil: exercer funções de maternagem e paternagem, pois, a bem da verdade e sem generalizações, pode-se dizer que alguns pais se esquivam de responsabilidades que originalmente seriam deles.

Não dá para falar de educação sem que haja comprometimento entre todas essas esferas: pais, crianças, escola e sociedade.

Precisamos nos unir nesta empreitada, para que possamos mostrar a estas crianças que a escola é algo “sagrado”, pois é nela que podemos edificar o conhecimento e novas perspectivas de vidas, buscando algo que nos falta. Se não mantivermos uma parceria, todos perderão com isso.

As crianças vêem inicialmente o mundo através dos olhos de um adulto e, até que possam ter autonomia, precisamos mostrar-lhes uma visão de mútuo respeito, valorização, admiração e gratidão.


É na escola que acontece o lançar de sementes novas a cada dia para que floresça um amanhã melhor. Estas sementes simbolizam a educação na sua forma mais genuína: esperança na construção de novos cidadãos. Este objetivo só nos será possível com a valorização dos pais, da escola, dos educadores, gestores, todos fazendo sua parte com o objetivo em comum: o de um futuro melhor e digno para nossas crianças.

Para tanto, a criança só valorizará a educação se for educada para isso!



Ivone Honório Quinalha – Novembro/2010   Psicóloga e Psicanalista - Especialista em Psicanálise com Crianças pelo Instituto Sedes Sapientaie.

segunda-feira, 31 de março de 2014

RIFA DE PÁSCOA

Estamos promovendo um rifa de Páscoa na nossa Escola! São duas cestas e o preço do bilhete é R$2,00.



Só para constar: Rifa não é jogo de azar. Seu interesse é filantrópico, ou seja, o objetivo não obter vantagem, mas sim angariar meios para uma entidade, visando melhorias ou mesmo forma de comprar objetos para esta.

Nossas rifas estão sendo vendidas pelos professores, ou enviadas para os pais. 

COLABORE! 


sábado, 29 de março de 2014

PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES


O livro tem como objetivo mostrar aos pais e aos educadores que não é o suficiente se contentar com o bom e sim buscar o brilhantismo e o fascinante para alcançar o máximo em termos de resultado prático. 

Sete hábitos que os bons pais praticam no dia-dia os quais são comparados com os hábitos dos pais brilhantes são apresentados detalhadamente na primeira parte. São conceitos importantíssimos que despertam no leitor o desejo de reciclagem na área que envolve a educação de filhos. Entre os sete costumes praticados por todos os bons pais, um deles é a prática sistemática de presentear seus filhos, dentro de suas possibilidades financeiras, com inúmeros presentes materiais. Em contrapartida, os pais brilhantes, não deixam de fazer o mesmo, porém ensinam seus filhos sobre o consumismo e as consequências que ele pode causar na estabilidade emocional. 

Na parte dois o enfoque está voltado para os professores responsáveis de levar informações aos seus alunos na sala de aula. Alegando que os bons professores são possuidores de conhecimento acadêmico, boa eloquência e consideram o aluno como um ser humano. Entretanto, os fascinantes fazem da informação uma fonte de conhecimento que resulta em experiência favorável de vida. Diz ainda que o hábito inicial do professor fascinante é procurar entender a mente de cada aluno e oferecer a eles respostas diferenciadas das rotineiras. Na seqüência apresenta os sete erros principais dos educadores que devem ser evitados. 

É trabalhado, nesta literatura a área da memória, sendo ela uma espécie de caixa de segredos da personalidade, que identifica cada ser humano. Ao contrário de muitos profissionais da área, o autor defende a tese que não há lembrança pura e que os registros automáticos da memória, identificado com a sigla - (RAM) – é algo que acontece involuntariamente no ser humano. Cada situação, por exemplo, pensamento, ansiedade, medo, alegria, etc., são registrados na mente e farão parte da existência de cada homem. Entretanto, não há possibilidade de apagá-las como se fossem arquivos de computador, a não ser que haja um AVC – Acidente Vascular Cerebral. Neste caso, como solução para os traumas ou registros indesejáveis na mente, ele apresenta o método de reeditar novos arquivos positivos sobre as informações negativas existentes. 

Outro ponto, ainda na linha da memória, publicado no livro afirma categoricamente que não há lembrança pura, conforme se ensina principalmente nas escolas, e sim reconstrução com pequenas ou grandes diferenças do fato ocorrido. 

São detalhadas nesta literatura, na parte cinco, dez técnicas que objetivam a educação da emoção, a educação da auto-estima, o desenvolvimento da solidariedade, da tolerância, da segurança, do raciocínio esquemático, da capacidade de gerenciar os pensamentos nos focos de tensão, da habilidade de trabalhar perdas e frustrações – (pg.119). Uma delas é a música ambiente como estímulo para estabilizar a emoção do aluno e provocar interesse maior de concentração e aprendizagem da matéria. Outra é a prática de sentar em círculo ou em forma de U, para oferecer maior participação, concentração e eliminar grande parte dos tumultos que se formam dentro da sala de aula. 

Augusto Cury conclui o livro contando uma história que mostra a sociedade caminhando perigosamente, por conta da deficiência que há na área de educação, e o papel dos pais e professores como edificadores de um mundo melhor. Quando esta história se tornará realidade? Se todos sonharmos este sonho, um dia ele deixará de ser apenas um sonho, enfatiza o autor.

sexta-feira, 28 de março de 2014

ORGANIZE-SE





O descarte é o primeiro passo na organização de uma casa ou escritório. Não é saudável nem prático acumular coisas que você não usa. Desocupe espaço e aproveite para fazer o bem.
Roupas, móveis, brinquedos, roupas de cama, toalhas, CDs, DVDs, livros, aparelhos eletrônicos, revistas, jornais e utensílios domésticos são alguns dos itens aceitos por nossa instituição. Todos os anos promovemos bazares beneficentes com os itens doados, ou seja, você também pode ajudar comprando.
Entre em contato antes de fazer a doação para que busquemos os objetos no seu endereço, ou traga pessoalmente e conheça a nossa escola.
CONTATO: (44)3575-2019